terça-feira, 28 de julho de 2015

Obrigado Bento XVI



      Esses dias me surpreendi pensando no pontificado do Papa Francisco...Realmente oxigenou a nossa Igreja, trouxe um fôlego novo aos fiéis e está deixando profundas marcas de humildade e amor ao próximo... Ao mesmo tempo, me lembro do gesto nobre de seu antecessor. Ao renunciar, Bento XVI abriu caminho para toda a revolução que está acontecendo...Na época, redigi um texto para o Jornal Planeta Legionis contando um pouco da minha percepção sobre este pontífice [a foto que ilustra o texto foi tirada na Jornada de Madrid]...confira!

     Os quase oito anos de pontificado de Bento XVI coincidem com a ascensão dos nossos trabalhos com a juventude, tanto paroquial quanto diocesana. Se João Paulo II foi o papa de nossa infância, Joseph Ratzinger foi o sumo pontífice que marcou profundamente a nossa juventude. 

      Como me esquecer do primeiro papa que vi de perto? Duas vezes por sinal! Ainda guardo com carinho o ticket de entrada [tão suado de conseguir] para o Encontro com a Juventude Brasileira em maio de 2007 [na noite do meu aniversário] em São Paulo. E a revistinha que conta a trajetória de Bento XVI em mangá [espécie de quadrinhos japoneses] que ganhamos durante a Jornada Mundial da Juventude 2011 em Madrid. 

      No entanto, muito mais do que essas lembranças materiais, tenho certeza que o aprendizado obtido nessas experiências vai ecoar para sempre em nossas mentes e corações. Já que a humildade, os bons ensinamentos e o amor incondicional a Cristo foram as principais marcas deixadas pelo agora Papa Emérito Bento XVI. 

       Ao fechar os olhos, me vem à memória o que vivemos nesses dois mega eventos. Como não me lembrar das 40 mil vozes gritando: “Bento, Bento”, no estádio lotado do Pacaembu ou do inesquecível silêncio proposto por Sua Santidade aos dois milhões de jovens reunidos no Aeródromo de Cuatro Vientos? Grandes momentos de euforia e espiritualidade. 

      Recebi com surpresa a notícia da renúncia. É claro que queria vê-lo pela terceira vez na JMJ do Rio de Janeiro. Mas depois de algum tempo compreendi o seu ato de grandeza e coragem. Afinal, ele não precisava disso, pois o ministério petrino é vitalício. Mas com esta atitude, Bento XVI quis mostrar ao mundo que a Igreja precisa de um fôlego novo para os desafios de nossa era. 

    Sempre o taxaram de conservador, mas Ratzinger foi o mais revolucionário nos últimos 600 anos. Abrindo caminho para as mudanças tão almejadas. Multidões acompanharam suas despedidas no Vaticano. Saiu aclamado pelo povo e com um capítulo especial registrado na história da Igreja. Obrigado Bento XVI, “humilde trabalhador da vinha do senhor” [palavras do dia em que foi eleito papa] por ter contribuído verdadeiramente com a nossa formação espiritual. Seu vasto legado intelectual com certeza ajudará novas gerações a encontrarem Jesus.

Assista e saiba mais



                               Espanha 2011, uma Jornada em Madrid

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