sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Sobre Milton Nascimento e o Clube da Esquina

      
         Confesso que passei a admirar e conhecer melhor o trabalho de Milton Nascimento e do Clube da Esquina a partir de minhas visitas à Três Pontas- MG. Influenciado por amigos de bom gosto musical, fui apresentado a este universo e nunca mais parei de buscar informações e apreciar aquelas músicas atemporais.

       Meu primeiro contato com esse mundo aconteceu no ano de 2006. Em matéria para o Jornal Planeta Legionis, nossa equipe teve a oportunidade de visitar a casa de Bituca, localizada na Praça da Travessia. Na época o pai do cantor, Sr. Zino, ainda estava vivo, apesar de já estar com a saúde debilitada. 

      Tivemos a honra de cumprimentá-lo e também de admirar os discos de ouro e de platina conquistados por Milton. Um em especial, com os seguintes dizeres, nos marcou profundamente: “Ao primeiro cantor estrangeiro a vender um milhão de cópias nos Estados Unidos”. Conhecemos também o fã-clube oficial que ficava ao lado da casa. Vimos fotos, troféus e roupas usadas em shows... 
   No dia 21 de dezembro de 2007 [foto acima] nos deslumbramos com o espetáculo cultural “Cortejo de Reis”. Nos perdemos na multidão que lotava as principais ruas de Três Pontas para acompanhar o evento que misturava folclore, teatro, instrumentos de sopro e percussão, vozes e inúmeras sombrinhas coloridas que alegravam aquela noite memorável. E Milton Nascimento estava lá, no meio do povo, no centro do Cortejo. 

      Chegando ao palco montado na Praça da Matriz Nossa Senhora D’Ajuda, houve a encenação do “Auto de Natal” [foto principal da matéria]. O ponto alto foi a interpretação de Nascimento na canção “Panis Angelicus”. Concluída a peça, teve início o show deste grande astro da MPB, merecem destaque os sucessos: “Travessia”, “Maria, Maria” e “Canção da América”... 

     Em 2009, voltei ao município com amigos da faculdade para produzirmos o documentário “Ecos da Esquina”, contando um pouco da admiração dos fãs pelo trabalho do Clube da Esquina. Já no ano de 2010, ainda com a turma do Unis, coroamos todos os nossos trabalhos assistindo quase que de camarote a mais um show de Milton Nascimento [foto abaixo], no palco do Festival Música do Mundo. 
       Enfim, guardo todas estas lembranças no coração, pois realmente foram experiências incríveis, pra vida inteira. Quero concluir esta matéria com uma frase que vi escrita em algum lugar da casa deste ídolo que encantou gerações... “Mãe e pai, terra e chão, são aqueles que nos criam, acolhem, amam. Minas Gerais é o meu lar, nunca foi de outro jeito e nem me senti diferente. Está no meu sangue, na minha música, nas minhas amizades, no meu amor”. Milton Nascimento.  

     P.S: O documentário “Ecos da Esquina” foi produzido por nosso grupo [Vento de Minas] na disciplina “Cultura Brasileira”, no quinto período de Jornalismo do Centro Universitário do Sul de Minas. Créditos: Lucas Magalhães, Andreza Lima, Elmano Júnior, Pedro Monteiro, Juliano Rodrigues e Matheus Pissolatti. Assista ao documentário clicando no link.

        Leia também: Fé em Pe. Victor: a experiência de uma caminhada.

                                       Festa do Café com Biscoito em São Tiago

4 comentários:

Paulo Henrique belinelli disse...

Muito massa Matheus, se tem um cara que faz e fez a música Brasileira alcançar patamares inimagináveis...é Ele, Milton Nascimento, canções de coração e alma e pura poesia !

Letra da música Benke, uma das que mais gosto !

Beija-flor me chamou: olha
Lua branca chegou na hora
O Beija-Mar me deu prova:
Uma estrela bem nova
Na luminária da mata
Força que vem e renova

Beija-Flor de amor me leva
Como o vento levou a folha

Minha Mamãe soberana
Minha Floresta de jóia
Tu que dás brilho na sombra
Brilhas também lá na praia

Beija-Flor me mandou embora
Trabalhar e abrir os olhos

Estrela d'Água me molha
Tudo que ama e chora
Some na curva do rio
Tudo é dentro e fora
Minha Floresta de jóia

Tem a água
tem a água
tem aquela imensidão
tem sombra da Floresta
tem a luz do coração
Bem-querer!!!

* Essa canção é o nome de um curumim do povo Kampa e é dedicada a todos os curumins de todas as raças do mundo

Matheus Pissolatti disse...

Grande Milton Nascimento com certeza...bacana, essa é uma música que eu ainda não conhecia...vou ouvir, adorei a letra e muito legal a curiosidade dos curumins...haha Paulinho também é cultura...abraço meu amigo

Juliano Augusto disse...

Muito bacana Matheus! Gostei muito!
Tem um livro chamado: os sonhos não envelhecem de autoria de Márcio Borges que conta a história do clube da esquina e do bituca! Vale a pena muito bom mesmo!

Matheus Pissolatti disse...

Olá Juliano, que bom vê-lo aqui novamente no Blog, obrigado pela leitura...Opa, que dica boa, vou procurar saber sim...abraçao