quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A Primeira Vez que Voamos


       Nossa saga começa na madrugada do sábado, 06 de agosto de 2011. Após 10 meses de preparação, chegou o grande dia de embarcarmos rumo a maior viagem de todos os tempos. Com o coração batendo acelerado e a adrenalina correndo nas veias, nosso sono se evaporou. Compartilhamos essa ansiedade com nossos familiares que já não conseguiam mais disfarçar a preocupação com o que estava por vir. 

       O dia amanheceu frio e cinzento. Após a checagem final de nossas bagagens e documentos saímos de casa rumo à Igreja do Mártir para a Missa de despedida dos peregrinos, marcada para 07h da manhã. A turma de peregrinos era composta por Pe. Jean Poul Hansen (guia espiritual), Catarina Bueno, Douglas Diniz, Sabrina Eduardo, Douglas Silva, Neide Oliveira, Dulce das Mercês. Pe. Guilherme Gouvêa, Isabele Pissolatti, Tatiana Tavares e Matheus Pissolatti. 

       Para um sábado cedo, a igreja estava bem cheia. Familiares e amigos que acompanharam de perto todo o trabalho para concretizar este sonho estavam presentes. Pe. Jean presidiu a celebração, concelebrada pelo Pe. Guilherme. Os peregrinos ficaram responsáveis pela Liturgia. Na festa da Transfiguração do Senhor (Mt 17, 1-9), mais uma vez nosso pároco caprichou na homilia. Entre outras coisas profundas, afirmou que desde o nosso nascimento já estávamos marcados para participar desta Jornada Mundial da Juventude

        No ofertório, mais emoção! Os pais vestiram as camisetas da JMJ em seus filhos peregrinos. E no final, em nome do grupo, Matheus fez um discurso emocionado de agradecimento por tudo que os paroquianos fizeram pela juventude nos últimos meses. Após um delicioso café da manhã na casa paroquial chegou o momento de partir, já eram 9h. De dentro da van, acenamos para essa gente maravilhosa, que se despediu com lágrimas nos olhos. 

       Por muitas horas ficamos com essa imagem na cabeça. A primeira parte da viagem foi tranquila. Em cinco horas, com apenas uma parada para almoçar, chegamos ao Aeroporto de Guarulhos em São Paulo.  Hora do check in, da pesagem das bagagens, de apresentarmos nossos passaportes e de cumprir todas as exigências para viagens internacionais. Com o processo concluído, fomos aguardar na sala de embarque. 

         No ar....

       O voo 455 da Air France estava marcado para 16h15, com alguns minutos de antecedência, entramos no avião. A maioria dos peregrinos nunca tinha utilizado este meio de transporte.  A expectativa era grande. Risadinhas para disfarçar o frio na barriga e olhares curiosos para a janela do avião foram as atitudes mais repetidas pelo grupo. Prestamos bastante atenção na explicação da comissária de bordo tentando não nos apavorar. 

       A profissional explicava com naturalidade como os passageiros devem se portar em situações de emergência, mostrando como se usam as máscaras de oxigênio, coletes salva vidas e apontando as saídas de emergência. De repente, o air bus começa a fazer manobras na pista. A ansiedade era tanta que este momento pareceu durar uma eternidade. Quando menos esperávamos, o avião começou a correr e segundos depois estávamos subindo. São Paulo ficando cada vez mais distante e as nuvens cada vez mais próximas. 


     Cada passageiro acompanha por um monitor a rota que o avião percorre. Descobrimos que estávamos a mais de 10 mil metros de altitude, a velocidade percorrida era de 900 km/h e a temperatura exterior de 40ºC negativos. Durante a noite em que atravessamos o Oceano Atlântico, saboreamos deliciosos lanches oferecidos pela empresa. 

      Passada a euforia das primeiras duas horas a viagem se tornou maçante. Os bancos da classe econômica são bem apertados e não conseguimos dormir. Foram quase 11 horas de voo. Para passar o tempo assistimos filmes, ouvimos músicas e conversamos bastante, tentando imaginar tudo que Deus havia reservado para nós... Às 8h30 da manhã, horário de Paris, do dia 07 de agosto, desembarcamos no Aeroporto Charlles de Gaulle, na capital da França.

       Leia também: Uma Noite em Paris

                           Uma Experiência em Taizé

2 comentários:

Anônimo disse...

Poxa, gostei da narrativa, até parece que estava no voô também. heheheh
Imagino ter sido uma aventura e tanto.

Abraços,

Renan

Matheus Pissolatti disse...

E ai Renan? Então cara, a intenção era justamente essa...haha que bom que você gostou...continue acessando o blog...abraço