quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Em Busca do Diploma

“Se não fosse a Ong Educar, certamente não teria chances de continuar meus estudos e buscar uma profissão.Ela realmente esta mudando minha vida", é assim que Bruno Alves , estudante de Fisioterapia do Centro Universitário do Sul de Minas ( Unis-MG) e aluno da ONG, descreve a importância desse projeto assistêncial.

A Ong Educar que surgiu em 2004., com a intenção de ajudar jovens carentes na formação de um curso superior .Ela não possui incentivo de órgãos governamentais e sobrevivem dos recursos arrecadados em eventos sociais , como festas, bingos e rifas , organizados e promovidos pela diretoria e estudantes da instituição.

"Agente batalha bastante, trabalha a noite inteira em eventos, mas é muito díficil conseguir pessoas que abracem a causa.É um trabalho muito bonito, que muda não só a minha , mas a vida de toda minha família e certamente a de todos que beneficiados por ela.", diz Amanda Roberta, estudante de Comércio exterior no Unis-MG.

Idealizada pela psicóloga Luciene Barra Mina, a Ong conta com sete alunos formados como é o caso de Regiane Gueli Furtado de Mendonça, ex bolsista da Ong que passou em 1° lugar no concurso para assistente social do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET). "Isso só traz motivação para que o trabalho da Ong continue" ,diz Luciene Mina.Ela ressalta ainda que o ideal da entiddade é ampliar o acesso a formação acadêmica. “ É um direito do cidadão estudar para obter melhores condições de vida”.

Para a psicóloga, não basta ajudar, é necessário conscientizar os alunos sobre a importância do trabalho em equipe. “Nós esclarecemos que não somos paternalistas, não podemos carregar o mundo nas costas. Queremos caminhar juntos e batalhar no combate às doenças emocionais e sociais, que tanto afligem a sociedade. A preocupação com o nosso próximo é requisito básico para o ingresso do estudante”.

Para estudar com o apoio da Ong Educar, os alunos passam por um rigoroso critério de seleção, baseado em uma análise sócio-econômica, realizada por uma assistente social. Em seguida, encaram a entrevista com um psicólogo. Finalmente, as fichas selecionadas chegam ao controle da diretoria, que diante da condição financeira da Ong , analisam cada ficha e dentro de suas posibilidades passam a dar assistencia a esses jovens.

Atualmente a Ong Educar passa por dificuldades financeiras , e busca na comunidade e em empresas locais apoio e patrocinio.Se você estiver interessado em conhecer o trabalho da Ong Educar ou até mesmo colaborar com a formação destes jovens , basta entrar em contato pelo telefone (35)8844-3416, falar com Andreza Lima.

Sem barreiras para a solidariedade

São mais de cinco anos de trabalho e apoio aos jovens que desejam estudar e se formar em cursos superiores particulares, mas não possuem condições financeiras. A Ong Educar de Varginha, sob o comando da diretora Luciene Barra Mina, já viu sete de seus 14 beneficiados alcançarem o sonho de possuir um diploma de curso superior.

E o espírito de solidariedade contagia os aos alunos da instituição. Atualmente, Mina e seus voluntários da Ong Educar também participam de um projeto que visa promover uma ceia de natal – com direito a presentes – para as crianças do projeto Casa Lar, substituto do antigo educandário da cidade.

Esse projeto é mantido pela prefeitura de Varginha. De acordo com a assistente social responsável, Helene Yuri Anaguchi, do Núcleo da Criança e do Adolescente de Varginha, existem três casas na cidade, e cada uma abriga em média sete crianças. Em cada uma das casas há uma mãe social, que cuida dos atendidos. O programa atende 30 crianças em situação de risco social. As idades dos assistidos variam de dois meses a dezoito anos.

Segundo Mina, o projeto da ceia é uma iniciativa que tem a intenção de aproximar pessoas que atuam como padrinhos e as crianças. “Trabalho com psicologia social com a intenção de diminuir, o quanto puder, a distância do convívio familiar que muitas crianças possuem”. No evento da ceia, a intenção partiu da própria Luciene e amigos. “Pessoas que conheço e que estão sempre presentes em projetos sociais se uniram em prol da causa, que é a de contribuir para a realização de uma ceia de natal para as crianças.” O projeto de apadrinhamento, de que Mina também participa, funciona como uma maneira de fazer com que as crianças abrigadas pelo Casa Lar não percam a proximidade da convivência familiar. “Eu mesma tenho duas apadrinhadas”, conta. Há reuniões mensais com as os padrinhos, para que a relação deles com seus afilhados seja acompanhada de perto.

Atualmente a Ong Educar passa por dificuldades financeiras, e busca na comunidade e em empresas locais apoio e patrocínio. Porém, assim como no trabalho realizado com os alunos de sua Ong, Luciene prova que também é possível preocupar-se com tantas outras pessoas. E, principalmente, contar com a ajuda de voluntários beneficiados por seu trabalho na liderança da Ong Educar. “Quando falamos de adolescentes e crianças, estamos falando do futuro! Ajuda-las é uma forma de contribuir para que sejam pessoas melhores em suas vidas.”